Oxana Ianin

Quando me perguntam de onde sou, tenho dificuldade em responder. Às vezes digo que sou russa, às vezes que sou portuguesa, ultimamente, com pouca vontade de explicar as minhas origens e experiências, apenas digo que sou gypsy.

E sou bastante gypsy na minha arte. Preciso de temas diferentes, lugares diferentes, pessoas diferentes, suportes diferentes para mostrar algo. Às vezes passam meses em que não fotografo, mas estou a produzir outras coisas ou à procura de alguma coisa. Por isso não gosto de me chamar fotógrafa, porque não é apenas fotografia o meu trabalho, apesar de o resultado final ser em 99% dos casos uma imagem feita com uma máquina fotográfica.

 

1. Oxana Ianin

Artista.

2. O que vês quando olhas para a tua obra?

Vejo o que me importa, preocupa e interessa. Vejo-me a mim ou a minha relação com um determinado tema.

3. Que elementos não podem faltar numa exposição tua?

Sentido de moderação.

4. O teu processo artístico em poucas palavras.

Solidão, muitos livros e muita pesquisa.

5. Artistas vivos ou obras que são uma referência para ti.

Sophie Calle, Michael Heizer, Gerhard Richter, Andreas Gursky, Marina Abramovich, Richard Serra, Rui Chafes, Daniel Blaufuks, António Julio Duarte, Ai Weiwei, Hiroshi Sugimoto.

6. Tendências que tens percebido ou acompanhado nas artes contemporâneas nos últimos 15 anos.

Há 15 anos eu tinha 12 e sinceramente as tendências são a coisa que me importa menos na arte e não penso nelas.

7. O que é que tu colocarias no teu cabinet de curiosités?

Os meus livros favoritos.

8. A experiencia como artista residente no CDAP.

Os 7 meses que passei como artista residente no CDAP foram um período fértil, tanto em termos criativos como de experiências. Estar imersa num ambiente de produção e vivência de arte contemporânea, tanto com as obras como com os artistas, foi uma aventura que terá deixado as suas marcas no meu percurso.

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