Dalila Gonçalves

Vivo e trabalho no Porto e em Castelo de Paiva. Sou licenciada em Artes Plásticas, estou especializada em Pintura e sou Mestre em Ensino de Artes Visuais pela Universidade do Porto. Em 2008 fui seleccionada para a II edição do Curso de Fotografia do Programa Gulbenkian Criatividade e Criação Artística. Entre 2010 e 2011 trabalhei em Barcelona no atelier do artista plástico Ignasi Aballí como bolseira do programa Inov-art do Ministério da Cultura Português. 

 

1. Dalila Gonçalves

1982, Castelo de Paiva

2. O que vês quando olhas para a tua obra?

Vejo as histórias do seu processo.

3. Que elementos não podem faltar numa exposição tua?

Não me obrigo a que não faltem, mas, por agora, não tem faltado o efeito da passagem do tempo quer pelas matérias, quer pelos objectos que resgato e utilizo. Como diz uma amiga: "há sempre uma certa nostalgia revestida de ironia"

4. O teu processo artístico em poucas palavras.

Não tenho um processo, não tenho um meio preferencial. Aliás, a procura do meio e do processo mais eficaz para executar uma ideia é, em si, um dos momentos mais recorrentes do processo de trabalho.

5. Artistas vivos ou obras que são uma referência para ti.

Tenho sempre muita dificuldade em responder a essa pergunta. Há muitas obras de diferentes artistas e de diferentes épocas que gosto muito. Mas, assim de repente: Ignasi Aballí, Hans Haake, Francis Alys, João Penalva, Maria Maiolino, Rosangela Rennó . Tantos outros.

6. Tendências que tens percebido ou acompanhado nas artes contemporâneas nos últimos 15 anos.

Tento perceber as singularidades de cada artista e, quando as encontro, normalmente não penso em tendências nem padrões repetidos. É claro que vivemos num mesmo mundo globalizado e que daí advêm inputs próximos. Há uma tendência para a utilização de objectos encontrados, materiais ordinários retirados do lixo. Noutras práticas, nomeadamente na fotografia e no video poder-se-ia falar de outros processos recorrentes e repetitivos. Mas, sinceramente, procuro encontrar particularidades no percurso de cada artista, mesmo entre processos aparentemente próximos.

7. O que é que tu colocarias no teu cabinet de curiosités?

Mais ou menos intencionalmente coloco quase todos os dias alguma coisa.

8. A experiencia como artista residente no CDAP.

Foi uma experiencia muito interessante mas difícil. Gosto muito de trabalhar com os espaços e com as suas especificidades mas, no caso do Carpe Diem, o espaço, a história e a arquitectura têm uma presença assustadora (no bom sentido do termo). Na altura, para o projecto, trabalhei em fábricas de vidro da Marinha Grande com diferentes artistas e aprendi bastante.

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