Gabriela Albergaria

FINGIDOS

Gabriela Albergaria (Portugal)

 

“Durante muito tempo esta arte foi mal entendida. Dizia-se: «fingia-se porque não havia dinheiro para usar materiais nobres (a pedra ou a madeira)»; esquecendo que os gregos fingiam mármore para recobrir o mármore de muitos dos seus templos, e que os romanos fingiam tijolo para recobrir o imolo burro de alvejarias. Porquê? Certamente que não por tolice ou ignorância, mas sim porque se conseguia proteger, deste modo esses monumentos, cobrindo-os com um revestimento que assegurava duas importantes funções: a estética, e a de uma «camada sacrificial» que sofria os principais embates atmosféricos, sendo por isso ciclicamente reparada ou renovada, garantindo a continuidade futura do edifício.”

Excerto de Fingidos de madeira e de pedra. Breve historial, técnicas de execução, de restauro e de execução. De José Aguiar, Martha Tavares e Isabel Mendonça.

 

"Trata-se de um projecto composto por dois desenhos. Os desenhos desconstroem uma receita antiga de como imitar madeira de pinho numa técnica associada à decoração chamada escaiola ou fingidos. Uma das peças é um texto desenhado retirado da receita, com as cores e percentagens usadas para imitar a cor da madeira de pinho. O outro desenho representa a forma de uma lâmina de madeira de pinho, feito a lápis verde sobre papel colocado sobre uma porta de interior vulgar (com folha de madeira natural de Pinho com o interior em estrutura alveolar cartonado, com as dimensões de 204 x 73 cm). A execução dos desenhos aproxima-se das regras de execução presentes na receita dos fingidos, no entanto altera detalhes que lhe conferem uma aparência diferente."

Gabriela Albergaria, Fevereiro 2013

 

Gabriela Albergaria nasceu em 1965, em Vale de Cambra, Portugal. Vive e trabalha em Nova Iorque. Em 1985 concluiu a licenciatura em Artes Plásticas – Pintura, pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Expõe regularmente desde 1999.

Fez parte de vários programas de residências artísticas, entre as quais: Kunstlerhaus Bethanien, Berlim (2000/2001); Cité Internationale des Arts, Paris (2004): Villa Arson, Centre National d'Art Contemporain, Nice, France (2008); Museu de Arte Moderna da Bahía, São Salvador da Bahía, Brasil (2008); The University of Oxford Botanic Garden in collaboration with The Ruskin School of Drawing and Fine Art, Oxford, UK (2009/2010). Em 2002/2003 foi nomeada para o prémio Ars Viva – Landschaft na Alemanha. Em 2008 foi nomeada para o Prix Pictet 2008 – The World's Premier Photographic Award in Sustainability.

O seu trabalho integra várias colecções privadas e públicas. É representada pela Vera Cortês – Agência de Arte Contemporânea e pela Galeria Vermelho, Brasil.

 

Site artista

Vera Cortês - Agência de Arte Contemporânea

Galeria Vermelho

 

Apoio: Vera Cortês – Agência de Arte Contemporânea

 

 

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