Rodrigo Oliveira

Gato
Rodrigo Oliveira (Portugal)
 
Para a sua intervenção no Carpe Diem Arte e Pesquisa, o artista português Rodrigo Oliveira criou Gato, uma instalação que consiste numa série de gambiarras de luz entrelaçadas seguindo a técnica de macramé – uma técnica antiga que vem dos árabes e que os marinheiros adoptaram para tecer as cordas dos barcos. O macramé, que também é usado para pendurar vasos com plantas nos tectos das varadas e marquises, serviu de inspiração ao artista, que apropriou e domesticou essa técnica para pendurar dezenas de luzes a iluminar o Palácio. Luzes em forma de gambiarra, a mais elementar fonte de iluminação de um espaço e que tem um carácter de improviso para uma função específica. Gato surge aqui como uma puxada de corrente eléctrica de um poste de electricidade, por meio de uma acção ilegal. A peça remete-nos para uma cidade dentro da cidade que cresce de um modo vernáculo e parasitário.
 
Co-produção: Galeria Filomena Soares

 

Rodrigo Oliveira nasceu em 1978, Sintra, e vive e trabalha em Lisboa. Licenciatura em Artes Plásticas – Escultura na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (1997/2003) e Mestrado no Chelsea College of Art & Design, Londres (2006). Em 2013 vence a bolsa de estudo da Fundación Botín, Santander / Madrid, Espanha. Expõe individualmente desde 2003, de onde se destacam-se: Projecto Parede (2013), MAM – Museu de Arte Moderna de São Paulo, Brasil; Coisas de Valor e o Valor das Coisas (2011), Cosmocopa – Arte Contemporânea, Rio de Janeiro, Brasil; A primeira pedra (e todas as outras mais) (2011), Museu do Chiado, Lisboa; Ninguém podia dormir na rede porque a casa não tinha paredes (2010), Galeria Filomena Soares, Lisboa; e Utopia na casa de cada um (2009), Centro das Artes Visuais, Coimbra. Participou em inúmeras exposições colectivas, destacando-se: Cor+Labor+Ação (2011), Casa arte contemporânea, Rio de Janeiro, Brasil; ResPública 1910 – 2010 face a face (2010), Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa; A Culpa Não É Minha (2010), Museu Berardo, Lisboa; Where are you From? Contemporary Portuguese Art (2008), Faulconer Gallery, Grinnel, Iowa, E.U.A.; Eurobuzz, Agorafolly – Europália European Festival (2007), Place de la Chapelle, Bruxelas; e There’s no place like home (2006), Homestead Gallery, Londres. O seu trabalho encontra-se presente em diversas colecções públicas, tais como: Fundação EDP, Portugal; Museu do Chiado, Lisboa; Fundação PLMJ, Lisboa; Fundação Leal Rios, Lisboa; Colecção PCR, Lisboa; Colecção António Cachola, Elvas, Portugal; e Peggy Guggenheim Museum, Veneza.

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