Rosa Reis

As minhas representações artísticas começam na Escola António Arroio com o Mestre Querubim Lapa: peças cerâmicas e pintura sobre azulejo que mais tarde evoluíram para projetos fotográficos. A fotografia, coordenada por Fritz Meisnitzer, torna-se a forma de expressão por excelência. Uma formação especializada leva-me à ARCO, Aula do Risco e ao IADE onde fiz o mestrado em cultura visual. O refinamento visual, o estilo, o ponto de vista e principalmente as questões íntimas são as minhas preocupações enquanto criadora de uma obra onde as questões de memória ou património estão sempre presentes. Vejo o universo que me cerca e retratá-lo com um olhar intrinsecamente relacionado à minha vivência/experiência, ao que acredito ou não, ao significado que os elementos imprimem no meu íntimo e na minha humanidade.
1. Rosa Reis
Fotografia autoral capturada na minha forma de ver o mundo. Inter-relação entre seres e meio.
2. O que vês quando olhas para a tua obra?
Tempo e espaço numa viagem com tempo psicológico e arqueologia de lugares e vivências.
3. Que elementos não podem faltar numa exposição tua?
Identidade. Tempo psicológico.
4. O teu processo artístico em poucas palavras.
Os meus projectos são a projecção da minha alma.
5. Artistas vivos ou obras que são uma referência para ti.
Annie Leibovitz, Bern and Hila Becher, Sebastião Salgado.
6. Tendências que tens percebido ou acompanhado nas artes contemporâneas nos últimos 15 anos.
Constato uma crescente tendência nos conteúdos sociais e políticos e ao recurso a materiais ditos não nobres na inclusão da obra de arte.
7. O que é que tu colocarias no teu cabinet de curiosités?
As minhas câmaras Leica analógicas
8. A experiencia como artista residente no CDAP.
Uma experiência gratificante quer na valorização das minhas relações humanas e artísticas, quer no projeto desenvolvido articulando espaço e pessoas.
