Luís Nobre

Vivo e trabalho em Lisboa. Sou Licenciado pela E.S.A.D. de Caldas da Rainha.

Exponho regularmente desde 1996, destacando-se as colectivas Sete Artistas ao Décimo Mês, na Fundação Calouste Gulbenkian durante 1996; Ponto de Vista, exibida no 2008 na Fundação PLMJ; Processo e Transfiguração, exibida na Casa da Cerca, em Almada, no 2010 e Arqueologia do Detalhe, exibida na Casa das Artes, em Vigo, no 2011. Devo salientar ainda, a participação na exposição Lições da Escuridão, no Centro de Artes José de Guimarães, em 2013 e no XVIII Programa de exposições, no Carpe Diem Arte e Pesquisa.

Nos projectos individuais destaco Desenhos, na Galeria Liebre, em Madrid no 2015, Memento Mori, no Museu Geológico de Lisboa em 2014 e Desvio, nos Jardins da Fundação Calouste Gulbenkian, também no mesmo ano. Participei em diversas residências de artistas como por exemplo: Location 1, na Nova Iorque no 2008 e Spike Island, em Bristol, durante 2005.

 

1. Luís Nobre

Artista.

2. O que vês quando olhas para a tua obra?

Vejo um processo, decisões, perspectivas e planificações.

3. Que elementos não podem faltar numa exposição tua?

O desenho, as estruturas e os desiquilibrios.

4. O teu processo artístico em poucas palavras.

Dando continuidade a uma revisão do ato de desenhar, e pensando o campo amplo que a paisagem proporciona, traço no meu trabalho um diálogo que se inscreve na tradição museológica e nos respectivos dispositivos de apresentação. Desenvolvendo continuidades que passam do desenho a um território mais vasto ou da instalação. O meu trabalho procura relacionar temas, formas e processos que, num primeiro olhar não têm qualquer ponto em comum utilizando uma logica de planos (assumidos também no material) como suporte e transgressão, conferindo à linguagem do desenho um grau infinito de possibilidades.

5. Artistas vivos ou obras que são uma referência para ti.

José Pedro Croft, Cabrita Reis, Mona Hatoum, Anselm Kiefer

6. Tendências que tens percebido ou acompanhado nas artes contemporâneas nos últimos 15 anos.

Questões relacionadas com o território, a discriminação e a gentrificação. Também, a importancia do individuo e da sua ação, no papel ou no mundo.

7. O que é que tu colocarias no teu cabinet de curiosités?

Tudo o que pudesse criar uma relação com outro objecto/imagem

8. A experiencia como artista residente no CDAP.

A experiência de trabalhar no CDAP teve, para mim, duas directrizes: a superfície da decoração que forra o espaço e a história que o suporta. No projeto O Eixo da Bussula, procurei atravessar o espaço, da fachada ao jardim, com uma linha imaginária e através desse cruzamento foi-me possível descobrir como o esplendor e a ruína podem ser uma mesma coisa.

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