Joana da Conceição

Nasci em Rebordões em 1981. Vivo e trabalho em Lisboa.

Conclui a Licenciatura em Artes Plásticas – Pintura em 2004, e o Mestrado em Práticas Artísticas Contemporâneas em 2008, ambos pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Fui distinguida com o Prémio Anteciparte Millenium BCP (2005). Vivi por um ano no Rio de Janeiro (2010-2011) trabalhando no Capacete Residências Artísticas com uma bolsa Inov-art, e de volta a Lisboa, participei nas Residências da ZDB (2011) e na Residência Artística Lagamas promovida pela Cournelius Foundation (2013). Juntamente com André Abel formei a Tropa Macaca, duo de composição electrónica contemporânea.

Das últimas apresentações do meu trabalho destacam-se: Síntese Radiante, Cinema Passos Manuel, Porto, 2017; Corpo que Sabe, Galeria Carlos Carvalho, Lisboa, 2015; Bora Puxar Atrás Para Ver Melhor, Museu Bernardo, Caldas da Rainha, 2015; Vinde ver Pintura, Edifício Amparo, Lisboa, 2015; #####, Uma Certa Falta de Coerência, Porto, 2014. Outras exposições colectivas e individuais passadas: Não Me Contem o Fim, Casa Bernardo, Caldas da Rainha, 2016; Universos Latentes, Centro de Arte e Imagem – Galeria IPT, Tomar, 2015; Laboratório das Artes 10 Anos – Território de Trabalho, Centro Cultural Vila Flor, Guimarães, 2015; Ouvertures D’Ateliers D’Artistes, 16th edition, Marselha, França, 2014; Lagamas Artist’s Residency Open Day, Lagamas, França, 2013; Guimarães Arte Contemporânea, Centro Cultural Vila Flor, Guimarães [2011]; Australia, Rock Gallery, Lisboa [2010] ; 4X, Carpe Diem, Lisboa [2009]; Australia, Ateliers do Matadouro, Alvito [2009]; PACK, Reitoria da Universidade do Porto, Porto [2007]; Opções e futuros # 2, Arte Contempo, Lisboa [2006]; Teleférico 1 – Cais de Embarque, Teleférico de Guimarães [2006]; Anteciparte 2005, Estufa Fria, Lisboa [2005]. A Tropa Macaca conta com as edições em disco: Vida LP [2016, TTT (UK)]; Praga de Urubu Só Pega em Cavalo Magro one sided 12’’ [2014, Wasser Bassin (PT)]; Ectoplasma EP [2012, Software (EUA)]; Sensação do Princípio LP [2009, Siltbreeze (EUA)]; Fiteiras Suadas LP [2008, Qbico (IT)]; Marfim LP [2007, Ruby Red (PT)].

 

1. Joana da Conceição

Profissional do oculto, torno visível o invisível

2. O que vês quando olhas para a tua obra?

Confesso que vejo um certo determinismo, parece que as coisas não podiam ter outra forma. vejo um caminho.

3. Que elementos não podem faltar numa exposição tua?

Cada vez mais preciso de vida nas exposições que faço do meu trabalho, continuo a tentar perceber como fazer isso.

4. O teu processo artístico em poucas palavras.

Primeiro concentro-me, depois afino intelecto, corpo e alma. Percebo o ângulo de orientação, fixo mira e começo a avançar, percorrendo o caminho, na expectativa de conseguir partilhar com o resto do mundo o que vejo por lá.

5. Artistas vivos ou obras que são uma referência para ti.

Não faço distinção entre os mortos e os vivos. alguns de que me lembro agora: bed piece - yoko e john lennon; Andy kauffman; he loved him madly - miles davis; pinturas de Bonampak; Giotto e Gauguin; Emily Carr; Helen Frankenthaler; Jonathan Lasker; Rick Briggs; Kunisada; Hilma af Klint;

6. Tendências que tens percebido ou acompanhado nas artes contemporâneas nos últimos 15 anos.

A última teoria pela qual me interessei foi a Object-Oriented Ontology. Sempre me interessei por propostas intelectuais que ousam reformular a ideia de tempo e é isso que me interessa na OOO.

7. O que é que tu colocarias no teu cabinet de curiosités?

Prefiro uma grand tour pelos lugares e coisas que não podem sair do lugar. sonho em ver e experimentar, não em ter.

8. A experiencia como artista residente no CDAP.

Gosto muito do trabalho que apresentei no carpe diem, principalmente da intervenção que fiz no jardim AUSTRALia 193. O Paulo, o Lourenço e a Raquel garantiram-me a liberdade e independência necessárias para desenvolver o projecto sem constrangimentos e os voluntários/estagiários foram fundamentais na execução da proposta.

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