Inês Teles

Nasci em Évora e actualmente vivo e trabalho em Lisboa. Iniciei a minha formação na FBAUL, em Pintura, e em 2010 decidi ir estudar para Londres, onde fiz uma pós-graduação na Byam Shaw, na Central Saint Martins, e um Mestrado em Pintura na Slade School of Fine Art, na UCL. No ano de 2013 fui bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian através do programa do programa de Estudo de Especialização e Valorização Profissional em Artes no Estrangeiro, em 2012 ganhei o prémio Jovens Criadores e a bolsa The UCL Hardship Fund, atribuída pela UCL em Londres. Paralelamente à minha actividade artística, tenho vindo a trabalhar em vários museus, plataformas expositivas, instituições de ensino, como a Slade School of Fine Art ou a FBAUL, e sou membro do colectivo artístico Tempos de Vista. Recentemente estive em residência artística em Budapeste, com o apoio do Museu de História de Budapeste - Budapest Gallery e da Câmara Municipal de Lisboa.

Interessa-me desenvolver colaborações entre artistas, trabalhar com instituições tangentes ao circuito artístico, no intuito de criar plataformas inesperadas entre artistas e a comunidade, como residências artísticas e exposições colectivas. 

 

1. Inês Teles.

Olho, iridescência, neblina, pintura e lugar.

2. O que vês quando olhas para a tua obra?

Vejo um espaço de relações, um nada táctil e um conjunto de experiências.

3. Que elementos não podem faltar numa exposição tua?

Reconheço sempre o pensamento pictórico numa exposição minha. Por outro lado raramente a obra se desenvolve independentemente do lugar.

4. O teu processo artístico em poucas palavras.

Gosto de me encontrar com diferentes materialidades, entender o seu peso no mundo e no meu pensamento. Muitas vezes essa ligação é preenchida através acções sobre essa matéria, transformando-as noutras imagens.

5. Artistas vivos ou obras que são uma referência para ti.

Tantos…Rosemarie Trockel, Robert Irwin, Min Kim, Yana Naidenov, José Loureiro, Rivane Neuenschwander, Raphael Hefti, Michael Joaquin Grey, James Turrell, Francis Alÿs…

6. Tendências que tens percebido ou acompanhado nas artes contemporâneas nos últimos 15 anos.

A nível local existe pouco espaço para o inusitado e para a crítica de arte. Sinto que a arte contemporânea de forma geral se aproxima cada vez mais da vida humana, existe menor distância entre a arte e o quotidiano. O banal, a realidade e o digital coexistem na arte contemporânea, tornando-a pertinente nos dias de hoje.

7. O que é que tu colocarias no teu cabinet de curiosités?

Matéria negra.

8. A experiencia como artista residente no CDAP.

Foi muito bom encontrar no CDAP um espaço de diálogo que contribuiu para o desenvolvimento da peça “Decompor a Pintura”. Foi muito bom perceber que para além da produção artística existe uma vontade de acompanhar o progresso dos artistas.

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