Carlos García Alix

Desde que tenho o uso da razão, que me lembro de querer ser pintor. O desenho era a única coisa na qual me destacava sobre os meus colegas do colégio. E, também, em língua e literatura, a isto me tenho agarrado desde então. Toda a minha obra plástica é distintamente narrativa. Formei-me numa escola de arte, em Madrid, chamada Artaquio. Permaneci ali de 1979 até 1982. Depois fui para La Rioja como aprendiz de um escultor, Miguel Ángel Sainz. Fiquei com ele cerca de seis meses, estávamos em 1982. Continuei a minha formação nos ateliers de Artes Plásticas del Circulo De Bellas Artes. Fiz a minha primeira exposição individual em 1993 na galeria Debla de Bubión, em Alpujarra Granadina. Desde então tenho exposto regularmente em Madrid e outras cidades, tanto em galerias de arte como em instituições. Além de pintar, tenho publicados dois livros: Madrid Moscú, Ediciones T, em 2003 e Busca y captura de Felipe Sandoval, Ediciones T, em 2007. Realizei uma longa-metragem documental: El honor de las Injurias. Tenho publicados vários artigos em jornais e revistas e criei uma editora de obra gráfica, Larga Marcha Arte y Ediciones.

 

1. Carlos García-Alix

Pintor, escritor, cineasta, editor.

2. O que olhas quando olhas para a tua obra?

A criação de uma ilusão.

3. Que elementos não podem faltar numa exposição tua?

Quadros, desenhos e muitas novelas.

4. O teu processo artístico em poucas palavras.

Começar logo a trabalhar, querer ser muitos, aprender a trabalhar no meu próprio caminho.

5. Artistas vivos ou obras que são uma referência para ti.

Os meus colegas e amigos: Javier Pagola, Marcelo Fuentes, Chechu Álava, Sean Mackaoui, Arturo Marián, Sergio Sanz.

6. Tendências que tens percebido ou acompanhado na arte contemporânea nos últimos 15 anos.

Tendências? Não tenho estado muito a par. Não sigo muito esta história. E se as houver, deverão ser fugasses. Agora os artistas não vivem ao dia, vivem à hora.

7. O que é que tu colocarias no teu cabinet de curiosités?

Um lápis.

8. A experiência como artista residente no CDAP.

Nunca exibi meu trabalho como pintor no CDAP.

(O artista é fundador, junto a Isabel de las Casas, de Larga Marcha, uma editora de obras gráficas, galeria de arte e produtora audiovisual, criada em Madrid em 2011. Larga Marcha fez parte da galeria de edições do Carpe Diem Arte e Pesquisa durante 2015)

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