Carla Chaim

Trabalho e moro em São Paulo. Nasci em 1983. Fiz uma pós-graduação em História da Arte, entre o 2005 e o 2007 e o bacharelado em Artes Plásticas entre o 2000 e o 2004, ambos na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), em São Paulo.

Penso o desenho em diferentes medias, virtuais, tridimensionais ou instalativas, tentando me aproximar de uma ampla escala de assuntos quotidianos, trazendo- os para seu atelier e repensando novas formas e novas relações. Existe um desejo de controle nos trabalhos, tanto em regras pré-estabelecidas na execução, quanto de seus movimentos físicos durante sua feitura, trazendo o corpo como importante instrumento neste processo, pensando- o como local de discussão conceitual explorando seus limites físicos e sociais. Movimentos, passos e processos de cada trabalho me interessam um tanto mais que o resultado final. Para tal, defino regras e parâmetros. Meus trabalhos não contam histórias, elas são o próprio fazer, combinando sistemas dicotômicos: regras rígidas e movimentos físicos orgânicos.

Recebi o Prêmio CCBB Contemporâneo, no 2015, onde apresentei a instalação “Colapso de Onda” e o Prêmio FOCO Bradesco ArtRio, ambos no Rio de Janeiro. Em anos anteriores, recebi o Prêmio Funarte de Arte Contemporânea e o Prêmio Energias na Arte, no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. Participei das exposições "Os primeiros dez anos", durante 2011, e "Correspondências", durante 2013. As residências artísticas também fazem parte do meu processo. Já fiz: Arteles, em Finlândia, durante 2013; Halka Sanat Projesi, em Turquia, no 2012; The Banff Centre for the Arts, em Canadá, no 2010. Em 2014, fiz a minha primeira exposição individual em Lisboa, no Carpe Diem Arte e Pesquisa e participei de exposições como "Afinidades", no Instituto Tomie Ohtake, e "Entre dois mundos", no Museu Afro- Brasil, em São Paulo. As minhas obras fazem parte de varias coleções públicas: Ella Fontanals-Cisneros, em Miami; Museu de Arte do Rio-MAR, no Rio de Janeiro e do Ministério das Relações Exteriores, Itamaraty, em Brasília. 

 

1.Carla Chaim

Artista. Curiosa.

2.O que vês quando olhas para a tua obra?

O acaso como potência, a práxis como figura.

3. Que elementos não podem faltar numa exposição tua?

Elementos básicos: o vazio, o olhar do outro e o próprio espaço expositivo (ele é testado, experienciado. Ele não é mero suporte, mas sim, matéria-prima ou objeto final).

4. O teu processo artístico em poucas palavras.

Falo que meu ateliê é um laboratório, aqui as experiências e testes acabam figurando em objeto, em trabalho. A pesquisa e procedimentos são parte da obra. O processo artístico está sempre presente no trabalho final. Os trabalhos não significam, não representam, eles são o próprio fazer.

5. Artistas vivos ou obras que são uma referência para ti.

Calma, deixa eu pegar minha listinha: Francis Alÿs, Cildo Meireles, Wolfgang Tillmans, Robert Morris, Hélio Oiticica, Bruce Nauman e Trisha Brown, entre tantos outros.

6. Tendências que tens percebido ou acompanhado nas artes contemporâneas nos últimos 15 anos.

Não acredito em tendências, acredito em processos pessoais, coletivos e/ou rizomáticos. Tendência, me soa a mercado.

7. O que é que tu colocarias no teu cabinet de curiosités?

Parte do museu de ciências, a laboratório de anatomia, uma porção de pó de grafite, pó de ferro, um ventilador e alguns ímãs (pra ver o que acontece), além de algum mecanismo que me permitisse fazer papéis/corpos levitar, alterando a lei da gravidade.

8. A experiencia como artista residente no CDAP.

Trabalhar no Carpe Diem para mim significou viver o carpe diem, testar, explorar e entender o que ele é. Fazer a instalação “Norte” na sala verde foi um desafio, vejo como uma dialética entre corpos pesados e fortes. As fotos produzidas neste período, remontam o clima do palácio, com uma ação performativa que acontece no “flagrar” da câmara.

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