Ana León

Nasci em 1957 em Lisboa. Vivo e trabalho em Paris.Estudei Pintura na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa e « Maitrise » em Estética, na Universitée de Paris I, Sorbonne, em Paris. Fui bolseira do Governo Francês em Paris, entre 1982 e 1984 e da Fundação Calouste Gulbenkian em Paris, entre 1986 e 1987.

O meu trabalho tem-se desenvolvido a través de vários suportes, nomeadamente o desenho e o filme a partir dos anos 90; dois caminhos autónomos. Tenho exposto desde 1982, individual e colectivamente. Das exposições individuais destaco, entre outras, a instalação Ménagerie de Verre em Paris em 1992; Desenhos, no CAM, na Gulbenkian em Lisboa durante 1993; Metamorfoses, no Museu de História Natural de Lisboa em 1994; Desenhos e Filmes, no Centro Cultural Gulbenkian em Paris em 2003; 7 filmes no Museu do Cinema em Lisboa durante 2005; o filme Strip-Tease no Théatre du Rond Point em Paris, no 2007. Das exposições colectivas destaco: Arteder 82 em Bilbau, durante 1982; Instalação, na Galeria Metropole em Lisboa, em 1983; Arquipélago no SNBA em Lisboa, em 1985; Lisbonne Aujourd'hui no Museu de Toulon, em 1987; Jeunes Artistes Européens no Museu de Roubaix, em 1988; Salão de Montrouge em Montrouge, em 1994; Sala dos Espelhos no New Center for Contemporary Art em Moscovo em 2006; 20 anos da Sala do Veado no Museu de História Natural em Lisboa, em 2011; filmes no Carpe Diem Arte e Pesquisa, em Lisboa, em 2013. Estou representada em coleções publicas e particulares tais como o Centro de Arte Moderna na Fundaçao Gulbenkian, em Lisboa; na Caixa Geral de Depósitos, em Paris, no Museu da Cidade, em Lisboa e no Museu de Serralves, em Porto.

 

1-Ana Léon.

Ser artista pede muita determinação, exigência, coerência, disciplina, saber surpreender-se...tudo isso , todos os dias, às vezes melhor, outras vezes menos, mas tento fazer o melhor possível.

2. O que vês quando olhas para a tua obra?

Vejo um trabalho com mais de 30 anos, que evoluiu através de diferentes suportes, continuamente. Nestes ultimos anos tenho utilizado filme super 8 que depois proponho em projecçoes video.

3. Que elementos não podem faltar numa exposição tua?

Actualmente, projectores vídeo e uma boa equipa técnica, com boa disposição.

4. O teu processo artístico em poucas palavras.

O meu processo é muito manual (oficinal): parto do principio do sistema de animação (em super 8) fotografando imagem por imagem para filmes de cerca de três minutos, utilizando bonecos articulados como elementos. Em seguida os filmes são transferidos para o sistema numérico e a partir dai construo a banda sonora que por sua vez é transferida sobre a imagem. A temática trata de conflitos, de comunicações improváveis.

5. Artistas vivos ou obras que são uma referência para ti.

Por exemplo, a obra de Bill Viola ou a de Bruce Nauman.

6. Tendências que tens percebido ou acompanhado na arte contemporânea nos últimos 15 anos.

A ideia de «tendências» não me entusiasma. As tendências são efémeras. Prefiro falar de obras, que essas são intemporais, de trabalhos que funcionam por si, coerentes , fortes, autênticos, únicos e surpreendentes (como os dos artistas que citei acima).

7. O que é que tu colocarias no teu cabinet de curiosités?

O atelier do artista não é já um cabinet de curiosités?

8. A experiência como artista residente no CDAP.

Não fui residente no CDAP, embora tenha participado numa exposição colectiva em Junho de 2013 (em duo com José Pedro Croft) onde ocupei 3 salas com projecções vídeo. Foi uma experiência única e interessante de propor projecções directamente sobre as paredes em estado bruto, de intervir nas arquitecturas do palácio, como uma segunda pele, que por seu lado mostravam novas leituras destes filmes. Um destes filmes foi feito a partir do trabalho de José Pedro Croft.

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