Fernando Sánchez Castillo

Dialéctica da Cortesia

Fernando Sánchez Castillo (Espanha)

 

O artista Fernando Sánchez Castillo trabalha com temas como memória e política, movimentos sociais e revoluções, derivados dos processos históricos contra os fantasmas dos ditadores – Salazar, Franco, Hitler, Mussolini e Estaline, que assolaram o mundo, e outros ditadores que ainda hoje nos rodeiam. Na mostra Dialéctica da Cortesia, o artista cria uma fábula sobre os “heróis” anónimos das revoluções urbanas, dispostos entre barricadas e acções de luta contra um sistema totalitário. Numa leitura particular do que existe de espectacular nas manifestações políticas de rua, a partir dos livros de Pierre Bourdieu, o artista recria o universo mediático desde as barricadas deMaio de 1968 até aos dias de hoje. A instalação é composta por diversas esculturas embronze sob a forma de objectos que compõem as barricadas tais como pneus, megafones, pedras, árvores, ovos, bombas caseiras, entre outros, além de um vídeo e de uma fotografia. A mostra Dialéctica da Cortesia funciona como um simulacro do real vivido.

 

Fernando Castillo é licenciado em Belas Artes na Universidad Complutense de Madrid e em Filosofia na Universidad Autónoma de Madrid, no entanto fez boa parte da sua carreira na Holanda. O artista madrileño aborda habitualmente símbolos irónicos e questiona a relação entre Arte, Poder e História. Interessa-se pelo papel que a revolução e o desassossego social têm na arte e na sociedade, enquanto explora as suas Utopias e aspectos estéticos. Sempre presente nas edições da feira de Arte Contemporânea ARCO Madrid, já passou pelos museus e galerias mais importantes do panorama internacional como Tate Modern (Londres), MoMA (Nova Iorque) e 50ª Bienal de Veneza.

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