Albuquerque Mendes

PARADOXOS DEGENERADOS: ENTRE AÇÕES, PENSAMENTO E OBRAS
Curadoria/Curator: Maria de Fátima Lambert

SINOPSE
Coincidindo com os pressupostos que desde meados da década de 70 organizam o pensamento e obra de Albuquerque Mendes, a mostra glosa o episódio Arte Degenerada que se revestiu de uma propagada ação de curadoria subversiva por parte do ditador. Cabe, à distância situada apropriar‐se do conceito, suas causas e consequências para explicitar a polissemia que lhe advém. A estratificação de sinais visuais – carimbos personalizados – marca as obras de pintura à semelhança dos números tatuados nas vítimas dos campos de concentração. Esses recintos condenados são a clausura e ortodoxismo que a lassidão, ou a ausência de crítica, injetam na cultura e arte contemporâneas, caso autores e públicos abdiquem da sua identidade de ação e pensamento. Plasmando artefactos do imaginário coletivo, quanto do individual, o pintor e performer [re]encena‐se nas propostas que os visitantes devem interpretar e expandir em prol de uma lucidez e ironia poéticas.
Em complementaridade, e ao longo do período em que a mostra esteja patente, com intuito de expandir objetivos desta exposição individual, prevê‐se a realização de um ciclo de conversas para debater quanto seja(m): música degenerada; cinema degenerado; literatura degenerada; história e ideologias degeneradas…potenciando acepções distintivas de representações, factos e simbologias através de autores especializados no panorama português atual.

BIOGRAFIA
Albuquerque Mendes, pintor e performer, nasceu em 1953, em Trancoso (Beira Alta) e vive e trabalha em Leça da Palmeira. De 1970 a 1979 frequentou o Círculo de Artes Plásticas de Coimbra.
Apresentou inúmeras exposições individuais, a nível nacional e internacional, desde 2000, em galerias de renome nas cidades do Porto, Niterói, Rio de Janeiro, São Paulo, Madrid e Roma.
O seu trabalho encontra-se representado na Galeria Graça Brandão, em Lisboa (PT).

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